A presença de deltas apicais — ramificações complexas na região do forame — representa um desafio real no tratamento endodôntico. O delta apical dificulta a limpeza, desinfecção e selamento do canal, comprometendo o prognóstico mesmo em casos bem conduzidos.
Nessas situações, a tomografia de alta definição permite observar variações morfológicas sutis, como canais acessórios, anastomoses e o próprio delta apical — estruturas ausentes na visualização 2D.
Com reconstrução tridimensional e cortes ultrafinos, a CBCT favorece a identificação da anatomia apical e oferece dados objetivos para decisões clínicas: extensão de preparo, volume irrigante, necessidade de retratamento ou cirurgia apical.
A literatura é clara: segundo Patel et al. (2019), a tomografia tem indicação em casos em que a anatomia radicular interfere na condução do tratamento.
Na IRDO, realizamos exames com tomógrafos de alta definição (Morita X800), sempre com suporte consultivo para auxiliar o dentista na leitura anatômica com foco clínico.
Para cada complexidade anatômica, uma imagem à altura da sua conduta.






